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Marchinha “Pinto por Cima” que ironiza cruzada de Doria contra grafite vira hit na internet.

Fantasia.
O prefeito João Doria foi às ruas para apagar grafites na avenida 23 de maio, em São PauloPUBLICADO EM 28/01/17 – 03h00 São Paulo. “Pintei com enorme prazer”, disse o prefeito João Doria (PSDB), quando cobriu pichações com tinta cinza, há duas semanas, na avenida 23 de maio, no centro de São Paulo. “Pintei três vezes mais a área prevista”.Ao pintar com tanto prazer, o tucano acabou virando objeto de uma marchinha de Carnaval, hit absoluto nas redes sociais.
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Com 20 mil visualizações no YouTube, a canção “Pinto por Cima”, da banda mineira Orquestra Royal, coloca palavras na boca de Doria:
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“Você pode pichar primeiro/ Não deixo mole e pinto atrás/ Pra cidade ficar mais top/ Na 23 e na Faria Lima/ De fantasia pra dar mais ibope/ Poso pra foto e pinto por cima”.
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A fantasia se refere às várias facetas que o prefeito tem assumido em suas aparições públicas: começou como gari, logo no dia 2 de janeiro, quando segurou uma vassoura durante dez segundos e posou para fotos. Depois, na 23 de maio, segurou um compressor e jogou tinta cinza nos muros. No último domingo, dia 22, se fez de cadeirante.
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Um dos autores da marchinha “Pinto por Cima”, o compositor e tecladista mineiro Vitor Velloso, 34, morador de São Paulo há 16 anos, diz que o tema veio como um presente. “Quando vi uma entrevista em que Doria dizia: ‘pinto por cima’, pensei, ‘nossa, é um presente, tenho que homenageá-lo’”, conta ele, que diz pegar a avenida 23 de maio todos os dias e conhecer bem os grafites da via, já que os observa enquanto fica parado no trânsito.
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A banda de dez integrantes faz marchinhas com temas políticos com frequência – “menos em 2015, quando fizemos uma sobre o pau-de-seflie, porque o ano estava pesado”, diz Velloso.
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Outros hits são “Solta o Cano (Que Não Cai)”, que aborda as delações premiadas, e o “Baile do Pó Royal”, em referência à apreensão de droga em helicóptero de uma empresa da família do senador Zezé Perrella (PTB), em 2013. “Não é só porque é o Doria”, diz Velloso, que observa como Haddad também teve uma carga de populismo ao inaugurar os grafites na via e, em certa ocasião, ter se fantasiado de grafiteiro. “Mas criar é sempre mais interessante que destruir. Como qualquer pessoa que mora em São Paulo, torço para o prefeito”, diz.
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Veja o vídeo:
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