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Discriminação: Lava Jato pediu para que parte do acervo presidencial de Lula voltasse para Brasília. Seleção do acervo é feita por equipe do Planalto e seguiu mesmos critérios de outros ex-presidentes.

Defesa critica tratamento diferenciado para acervo presidencial de Lula

sab, 25/02/2017 – 11:56

Atualizado em 25/02/2017 – 11:58

Atualmente, acervo presidencial de Lula está sob posse da Polícia Federal

Jornal GGN – Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato pediram para que parte do acervo presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva voltasse para Brasília, para a presidência da República. A defesa de Lula critica o pedido e afirma que a exigência não feito feita para os demais ex-presidentes, apontando que os acervos foram constituídos sob os mesmos critérios desde a gestão de Fernando Collor de Mello.

Os advogados também lembram que, em depoimento, Fernando Henrique Cardoso disse que recebeu os presentes da mesma maneira que Lula, e que existe um departamento na presidência que trata de catalogar e separar estes itens.

 “A única interpretação possível é a de que a Lava Jato busca destruir a imagem e a história de Lula”, afirmam a defesa do ex-presidente.

Leia a íntegra da nota dos advogados abaixo:

“O pedido feito pela Força Tarefa da Lava Jato para que o juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba retire bens do acervo que Luiz Inácio Lula da Silva recebeu da Secretaria da Presidência da República, no final do seu segundo mandato, é mais um exemplo gritante dos abusos e da perseguição imposta ao ex-presidente.

A única interpretação possível é a de que a Lava Jato busca destruir a imagem e a história de Lula. A tentativa de retirar bens de seu acervo presidencial agora posta em curso é parte dessa estratégia impatriótica.

Isso porque o processo de recebimento, catalogação e entrega dos bens relativos ao acervo de Lula seguiu os mesmos parâmetros aplicados para os demais ex-Presidentes da República desde 1991, quando entrou em vigor a Lei no. 8.394, que disciplina o assunto.

O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso prestou depoimento ao juízo da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, no dia 9 de fevereiro deste ano, e esclareceu que também mantém em seu acervo presentes recebidos de chefes de Estado e em eventos oficiais, exatamente o que a Força Tarefa quer retirar de Lula.

Registra-se ainda que, se houvesse vício no processo administrativo que resultou na entrega do acervo de Lula, essa discussão deveria ser feita em Brasília, onde tramitou o processo administrativo. Ademais, somente poderia ser conduzida por um órgão cível da Justiça Federal, uma vez que a matéria é estranha à competência reservada às varas criminais.”


Comentários

Edson JAlguma dúvida?

sab, 25/02/2017 – 14:23

Quando a Lava Jato pediu à Presidência da República que avaliasse o acervo que foi entregue a Lula, para guarda após o fim do seu mandato, afirmei em comentário que Lula e seus advogados deveriam exigir o acompanhamento da tal avaliação por pessoa(s) de sua confiança. Pelo jeito, não o fizeram.

Os advogados têm razão em pensar que ”a Lava Jato busca destruir a imagem e a história de Lula”. Mas, diante do resultado da “avaliação”, só a Lava Jato? Não esqueceram outro protagonista? Alguma dúvida?

 

Frederico FirmoNão é tratamento diferenciado é campanha difamatória.

sab, 25/02/2017 – 13:07

Mesmo após as declarações em processo judicial, de FHC, insistem em difamar inclusive extrapolando poderes. O acervo presidencial jamais poderia ter sido periciado ou investigado pela PF. Se irregularidades houvessem poderia ser no máximo um sindicância administrativa contra algum servidor do Cerimonial do Palácio do Planalto.

Esta é apenas uma forma de uma determinada casta, encastelado no poder judiciário de dizer, que jamais um operário poderia ter ocupado o cargo de presidente. Este processo é uma afirmação clara de preconceito, o que é um crime. O primeiro processo dizia respeito a armazenagem. Da armazenagem passaram a investigar os itens, numa clara atitude discriminatória sempre criando a imagem que este casal de operários quando no palácio roubou as toalhas e a porcelana.

Isto é vergonhoso em todos os aspectos. Mas mesmo que isto tenha sido falado e criticado por muitos, nada muda , pois o intuito não é a justiça, mas sim a campanha difamatória e desfaçatez . E sempre alimentando os mais baixos instintos.

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