Mídia, Notícias gerais

Mídia: “Os jornais estão entrando em uma encrenca cada vez maior. Após perder os leitores de esquerda, a velha mídia começa a perder os de direita, que se agrupam em torno de outros veículos. Qual será a cara dos jornais?”

Xadrez da sinuca de bico da mídia

sex, 03/03/2017 – 06:54

Luis Nassif

Os jornais estão entrando em uma encrenca cada vez maior.

Diz-se que o jornalismo é o exercício do caráter. Especialmente no jornalismo opinativo e na linha editorial dos jornais, o caráter é ponto central. Constrói-se o caráter de cada publicação analisando seu apego aos fatos, sua generosidade ou dureza de julgamento, sua capacidade de mediação ou parcialidade gritante. E, principalmente, sua credibilidade, o respeito com que trata a informação. Houve um bom período em que mesmo os adversários mais ferrenhos do Estadão respeitavam a seriedade com que tratava os fatos.

Desde que a mídia brasileira caiu de cabeça no pós-verdade e no jornalismo de guerra, esse quadro mudou.

No Olimpo da mídia de massa, há dois tipos de jornalistas e de celebridades: os que seguem cegamente a linha criada pelos veículos; e os que já têm ou caminham para ter personalidade própria, inclusive para se contrapor aos movimentos de manada.

Nesse grupo abrigado pela mídia, pequeno, mas influente, há um mal-estar crescente em relação ao governo Temer, à parcialidade da Lava Jato e ao próprio esforço da mídia em dourar a pílula do governo com um jornalismo eminentemente chapa-branca.

Por outro lado, após perder os leitores de esquerda, a velha mídia começa a perder os de direita, que se agrupam em torno de outros veículos. E está diante de um grave problema moral e jornalístico: qual a cara dos jornais? Que tipo de pensamento eles representam? Qual é seu caráter?

A imagem que passam é dúbia. E a aproximação com Temer agravou radicalmente esse quadro:

  1. Eu sei, os jornais sabem, a torcida do Flamengo sabe que o governo Temer é eminentemente corrupto.
  2. Mesmo assim, os jornais teimam em apoiá-lo, depois de justificar o impeachment como combate à corrupção.

Como pretendem se diferenciar dos blogs e sites jornalísticos sem tradição? Publicando artigos sobre a pós-verdade e, ao mesmo tempo, continuando adeptos incondicionais do jornalismo de guerra? E, agora, perdendo qualquer veleidade de encenação de superioridade moral, apoiando uma plutocracia unanimemente reconhecida como corrupta.

Peça 2 – o jornalismo chapa-branca

A maneira como os jornais atuam, sempre de forma concatenada, é sinal indiscutível de uma articulação, como a de um cartel combinando preços.

Analisem os jornais de hoje. Todos batem em três teclas simultaneamente: a de melhoria da economia e a leitura enviesada do depoimento de Marcelo Odebrecht, e a repetição das denúncias contra o PT, todas buscando beneficiar o governo Temer.

A crise está longe de ser vencida. Persiste a crise fiscal da União e dos estados, os principais setores – como o automobilístico – amargam quedas recordes, o pior bimestre nos últimos 11 anos, o desemprego avança de forma avassaladora. E a cada dia que passa mais se escancara a natureza fundamentalmente corrupta do governo Temer.

Como gerar notícias positivas?

O Valor Econômico, que já praticou um jornalismo mais objetivo, recorre a uma entrevista com Michel Temer e transforma em manchete sua “previsão”: “Temer aposta em alta do PIB acima de 3% em 2018” (https://goo.gl/tMvvs5). Fantástico! Um deputado que jamais se interessou por temas econômicos, que não tem nenhum histórico de previsões ou cenários, “aposta” em PIB acima de 3% e a aposta merece manchete principal do jornal.

Já a Folha prefere transformar a pessoa física de Temer em “gestão Temer”, e coloca na manchete principal a extraordinária informação de que a gestão vê retomada da economia e diminui corte orçamentário. E quais os indicadores? A informação de que a arrecadação continua caindo, sim, mas em ritmo mais lento. Ou seja, após 8% de queda do PINB, ainda não se chegou ao fundo do poço.

Em outros cantos, o jogo de previsões sombrias de que a saída de Temer poderia comprometer a salvação nacional, que são as reformas constitucionais empurradas goela abaixo da população – e, por isso mesmo, extremamente vulneráveis a futuros governos.

Assim, o jornalismo econômico e político na velha mídia fica dependendo de alguns raros praticantes de jornalismo efetivo, como José Paulo Kupfer, do Globo, e Vinicius Torres, da Folha. Ou ainda de analistas políticos escondidos pelo jornal, como José Roberto Toledo, do Estadão, ou, menos escondida, Maria Cristina Fernandes, do Valor e Bernardo Mello Franco, da Folha, Kennedy Alencar, da CBN. E os referenciais de sempre, como Jânio de Freitas.

Peça 3 – a desinformação de quem informa

Esses contrapontos são utilizados pelos jornais não como elementos de análise, mas como exemplo restritíssimo de biodiversidade política. No fundo, a inteligência interna, a visão estratégica dos veículos é tão rasa quanto a do público que cultivam, tal o desleixo com que trabalham as notícias, tal a mesmice das análises econômicas e políticas, sem nenhum controle de qualidade, nenhuma punição aos grandes erros factuais, e nenhuma visão de futuro.

Foi esse mesmo espírito que levou, no início de 1999, as empresas jornalísticas à maior crise da história porque acreditaram em suas fontes do mercado financeiro – e, muitas delas, em seus colunistas financeiros – de que não haveria desvalorização do real.

Agora, incorrem na mesma falta de visão estratégica, no simplismo de quem não consegue analisar os múltiplos desdobramentos do quadro econômico e político e, especialmente, as resultantes da própria ação midiática.

Mesmo estando em jogo o futuro do jornalismo e deles, como empresas, são incapazes de montar um conselho diversificado, capaz de traçar cenários minimamente complexos para orientar as estratégias editoriais. Subordinam-se à cartelização, provavelmente montada dentro do fórum do Instituto Millenium, que é a melhor maneira de minimizar responsabilidades: afinal, se houver erros, será coletivo. Para quem não sabe o que fazer, não deixa de ser um consolo.

Se não houver uma correção de rumos, se terá o seguinte quadro pela frente:

  1. A velha mídia vai continuar bancando um plano econômico sem nenhuma condição de superar a crise. O plano não tem nenhum componente anticíclico. Vai apenas prolongar a recessão e aprofundar as tensões sociais e políticas.
  2. Passar o desmonte da Previdência e do fim dos direitos sociais, sem nenhuma espécie de negociação, em um quadro de ampla recessão, é jogar gasolina na fogueira.
  3. Como intermediária e avalista da Lava Jato e, agora, de Temer perante a classe média, conseguirá se desmoralizar cada vez mais perante seu público, a exemplo do que está acontecendo com seus candidatos do PSDB, nenhum deles em condição competitiva para 2018. Apesar de merecer esse fim, não é bom para o país. Será o fracasso definitivo da sociedade civil, uma das últimas formas de articulação da institucionalidade, embora profundamente corroída por anos de discursos de ódio.

Peça 4 – o desafio das delações da Odebrecht

É assim, sem nenhuma visão, que a mídia entrará agora na cobertura das delações da Odebrecht.

Já está delineada uma estratégia para impedir que a Lava Jato chegue nos seus.

1 A denúncia dos abusos cometidos no período anterior, no qual as vítimas foram Lula e o PT. O destaque dado pelo Estadão à entrevista do ex-Ministro Nelson Jobim – no qual ele desanca as ilegalidades da Lava Jato e reclama da falta de punição aos abusos mais ostensivos – com mais de um ano de atraso.

2 A parceria renovada de Jobim com Gilmar Mendes.

3 Os inquéritos internos contra os delegados da Lava Jato, pela colocação de escuta clandestina na cela de Alberto Yousseff e outros. Até agora empurrou-se com a barriga o inquérito. Bastará trata-lo com seriedade para se enquadrar os dois principais delegados da Lava Jato. Que, assim como José Serra, decidiram abdicar de seus cargos em Curitiba e buscar paragens mais amenas.

4 O jogo de postergações de inquéritos envolvendo os parceiros da mídia e da Procuradoria Geral da República (PGR).

Todos esses movimentos são carne fresca a alimentar o leão das ruas, que vem embalando os sonhos de Bolsonaro, ou os sonhos com o general Villas Boas.

Comentários

Juliano Santos

É uma das piores imprensas do

sex, 03/03/2017 – 11:43

É uma das piores imprensas do mundo, sem dúvida. Tirando países como Coreia do Norte, ou ditaduras árabes e africanas, dificilmente se encontrará tantas “qualidades” reunidas. Ignorância, puxa-saquismo de patrão, má-fé, mal caratismo e muitas vezes acrescido de arrogância.

Como no caso do Merval, que é burro, medíocre, escreve mal, lambe o saco dos Marinho quantas vezes for necessário, e ainda encontra tempo de ser arrogante. Um burro arrogante é insuportável. Igualmente medíocre é a dondoca dublê de jornalista, Dona Eliane tucanede. Essa é quase uma Danuza Leão.

Mas sim, Nassif, a imprensa brasileira já foi melhor, ainda que sempre porta-voz da elite econômica. Os patriarcas, noves fora tudo que eram, se preocupavam com a qualidade de seus veículos. Tinham por isso, uma certa tolerância com jornalistas de esquerda, porque eram os melhores. Como diz PHA o direito de herança acabou com a imprensa brasileira. A melhor é a Carta, que o Mino não herdou de ninguém, construiu com seu próprio esforço e competência.

Mas mesmo assim, o grande problema da grande imprensa brasileira estava lá e continua estando. Ela é anti-democrática. Não consegue conviver com a democracia, quando esta leva a caminhos que não lhe agrada

Eduardo Outro

“Virtus in medium est”, o

sex, 03/03/2017 – 10:01

“Virtus in medium est”, o velho adágio latino que não fica velho. Algum dia o ponto de equilíbrio será alcançado. É verdade que vagarosamente, muito mais do que desejaríamos, mas inevitável. Os de baixo sobem e num ponto qualquer encontrarão os de cima que descem. Explico a quem possa estar estranhando meu delírio. Comparar os fundadores do Estadão com os remanescentes de sua família é comparar ouro com pirita. Isso para usar uma expressão cabível em qualquer ambiente familiar, não quero falar de coisa malcheirosa.

Mas não tem jeito, relembrando charge que me parece ter sido do Jaguar, no imortal Pasquim, um banhista olha o mar de Copacabana cheio de massa malcheirosa boiando e dá o veredictum, “olha quantos robertomarinhos vindo em nossa direção”! Mesmo assim ele era infinitamente melhor que sua geração. A geração da FSP dispensa comparações explicativas, por si só se explica. Enfim, todos descendo.

Enquanto isso, negra, pobre, 17 anos, somente mãe presente, consegue aprovação em primeiro lugar no vestibular disputadíssimo da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto ! E não foi só por méritos próprios, ela reconhece, foi beneficiada por pessoas. Que bela subida! Alguém que analise superficialmente dirá, “é um caso isolado, um ponto fora da curva”. Não, não é, aqui já vimos diversas vezes os posts e comentários a respeito dos jovens secundaristas, impossível não se lembrar do discurso daquela “leoa”no Congresso, das meninas antenadas discutindo os males do machismo, enfim uma geração que dá alento ao futuro.

Todos subindo! E tem mais, quando se der o encontro, os que sobem assim continuarão, olhos perscrutando o infinito, enquanto que os que descem caminham à extinção, por seleção natural daqueles que não estão adaptados a viver uma vida que não seja a inútil, fútil, preconceituosa, vazia, exclusiva, que vivem agora. O ruim é que o “medium” virá não por imposição de uma política beneficiadora de todos, como o minúsculo exemplo 2002/2014.

O imperativo será a necessidade de sobrevivência, direito absurdamente não entendido e negado pelos atuais detentores do poder, com as loas dessa imprensa condenada à morte, ao que parece já não lenta, por eles próprios.

Franci

E pobres são os vermes que ainda o consomem

sex, 03/03/2017 – 12:49

A desintelectualização dos leitores e públicos-alvo da grande mídia no país é o que segura, ainda, o ibope da mídia de propaganda burguesa. Em qualquer outro lugar do mundo, à exceção dos regimes de exceção, os jornais e revistas, como os editados no Brasil, possuiriam uma única função: forrar gaiola de passarinho.

Mas até passarinho se dá ao luxo de ter um papel melhor pra cobrir suas fezes, sobrando pra essa mídia o mesmo destino de seu nascimento: o LIXO

E pobres são os vermes que ainda o consomem

lenita

“Seo” Nassif

sex, 03/03/2017 – 12:38

” Não dá para ficar sem ler ”

Parabéns por nos mostrar que  “A vaca pode muito bem , voar”

Paulo M.

Semana passada recebi em

sex, 03/03/2017 – 12:28

Semana passada recebi em minha casa um amigo de juventude.

Como boa recepção, levei-o para ver o carnaval de rua em Salvador. Barra/Ondina. Perfeito. Voltamos para Itaparica, desfrutando das belezas da natureza. Dois dias de puro prazer.

Inevitavelmente, surgiu a discussão política. Me assustei com os seus pensamentos, pois ele era daqueles colegas admirado pela inteligência, conhecimento e informação. Hoje, ele advogado e eu engenheiro, trilhamos caminhos diferentes e em lugares diferentes. Trinta anos separados. Apenas  correspondencia pelas redes sociais. Me deparei com o seguinte perfil: típico “camisa da CBF nas ruas”.

Fiquei decepcionado. Numa pequena investigação descobri suas fontes de informação: Folha, Estadão, JN, Veja, Globonews e afins. Igual aos perfis tantas vezes traçados aqui. Minha decepção não foi quanto ao pensamento divergente do meu. Foi pelo nível rasteiro e parcial de sua visão. Encerrei a conversa quando ele, irado, cobrou que Lula viesse a público e dissesse toda a verdade sobre a corrupção do seu governo e que sonhava com a volta de FHC.

Acredito que, ao contrário dele, evoluí. Tanto que estou lendo por aqui.

Tenho a sensação que, com essa grande mídia manipuladora que aí está, tão cedo não tenhamos um governo progressista.

vera lucia venturini

“Apesar de merecer esse fim,

sex, 03/03/2017 – 12:12

“Apesar de merecer esse fim, não é bom para o país. Será o fracasso definitivo da sociedade civil, uma das últimas formas de articulação da institucionalidade, embora profundamente corroída por anos de discursos de ódio”

Fracasso definitivo da sociedade  civil? Não, não. A sociedade civil brasileira já fracassou faz tempo e a prova está na desigualdade social que vivemos. Qual é a atuação da sociedade civil no enfrentamento à pobreza num país que é uma das principais economias do mundo? E no enfrentamento à violência policial contra os mais pobres e as minorias sociais? E na fiscalização dos poderes da República?

Ao contrário, a mudança veio através  de um só poder da República, o Poder Executivo, com a eleição de dois presidentes pertencentes a um partido compromissado com a diminuição das mazelas sociais do país no combate a desigualdade, com o reconhecimento dos direitos das minorias, com o fortalecimento do combate a corrupção, com o investimento em educação e nas instituições.

E qual foi a resposta da sociedade civil/imprensa a estes governos? Uma operação de guerra que fez aflorar a intolerância social, religiosa e política na população brasileira para atender os seus interesses econômicos. Nesse período histórico ficou claro que a nação brasileira nunca interessou à sociedade civil. Interesses próprios na exploração das riquezas do país e da mão de obra barata é que lhe interessam.

Uma sociedade civil vigorosa jamais permitiria o golpe do impeachment. Nenhuma das instituições brasileiras resistiu após as urnas contrariarem o que a plutocracia brasileira/interesses internacionais haviam determinado para o país. Aliás, o único benefício que essa crise nos trouxe foi a exposição da podridão e da dissolução dos poderes institucionais brasileiros. Após o fim do regime militar e com a nova Constituição viviamos com a falsa impressão que nossas leis eram cumpridas e que os poderes da República funcionavam em equilibrio. O caos instalado com o golpe expôs o total descompromisso das instituições com o país e com a nação.

Segundo Bakunin é melhor a ausência de luz do que uma luz trêmula e incerta que só serve para extraviar aqueles que a seguem. A imprensa brasileira atual é essa luz incerta que colocou no poder os maiores corruptos do país em nome do combate a corrupção. Que desabe agora e que esse poder de comunicação renasça com os novos meios das redes sociais de forma mais democrática. Só não podemos perder essa guerra e esse novo recomeço.

Junior Sertanejo

 E eu que pensei que a

sex, 03/03/2017 – 12:33

E eu que pensei que a senhora se tivesse dado umas ferias,depois do festival de baixarias que coraria frade de ferro gusa,em um determinado Post do Blog..O tempo,senhor da razão,se encarregará de lhe mostrar que vosmecê pisou feio na bola.

WG

Para a Grande Mídia,

sex, 03/03/2017 – 11:47

Para a Grande Mídia, especialmente para a Globo, Verdade é Poder.  Esta verdade está impressa no DNA da família Marinho. Fundada um ano após o Golpe Militar de 1964, a Rede Globo passou a atuar como uma espécie de “Grande Irmão”, penetrando nos lares e mentes de milhões de brasileiros, 24 horas por dia. Para essa Corporação da Comunicação, as informações, eventos, fatos, acontecimentos, estatísticas, previsões, discursos são tratados como um produto que, nas mãos de seus artesãos, adquire cores, sabores e sentidos adequados aos seus interesses.

Assim, o produto-informação, despido de sua essência, mas lindamente embalado, é “vendido” ao telespectador, que o consome passivamente, privado do senso crítico por décadas de ensino que ensina a não questionar e por programas televisivos alienantes, que normalizam o medo e a violência no cotidiano de crianças e adultos. A Rede Globo é uma espécie de PMDB da Mídia. Sempre esteve e sempre estará de mãos dadas com a plutocracia, porque também é parte dela. Durante os governos do PT mal simulou isenção, voltando a mostrar, mais do que nunca, com sua contribuição essencial ao golpe de Estado de 2016, que a única verdade que lhe interessa é o poder.

Naldo

Compreensível jornalista

sex, 03/03/2017 – 11:45

Compreensível jornalista defendendo o jornalismo, de minha parte acredito que nunca houve, a mídia sempre foi sabuja e antinacionalista, no fundo ladravazes do patrimônio e recursos do país, que quebrem, que vão à pqp, nunca se importou com o povo brasileiro,por quê deveríamos nos importar com ela?

Juliano Santos

É uma das piores imprensas do

sex, 03/03/2017 – 11:43

É uma das piores imprensas do mundo, sem dúvida. Tirando países como Coreia do Norte, ou ditaduras árabes e africanas, dificilmente se encontrará tantas “qualidades” reunidas. Ignorância, puxa-saquismo de patrão, má-fé, mal caratismo e muitas vezes acrescido de arrogância.

Como no caso do Merval, que é burro, medíocre, escreve mal, lambe o saco dos Marinho quantas vezes for necessário, e ainda encontra tempo de ser arrogante. Um burro arrogante é insuportável. Igualmente medíocre é a dondoca dublê de jornalista, Dona Eliane tucanede. Essa é quase uma Danuza Leão.

Mas sim, Nassif, a imprensa brasileira já foi melhor, ainda que sempre porta-voz da elite econômica. Os patriarcas, noves fora tudo que eram, se preocupavam com a qualidade de seus veículos. Tinham por isso, uma certa tolerância com jornalistas de esquerda, porque eram os melhores. Como diz PHA o direito de herança acabou com a imprensa brasileira. A melhor é a Carta, que o Mino não herdou de ninguém, construiu com seu próprio esforço e competência.

Mas mesmo assim, o grande problema da grande imprensa brasileira estava lá e continua estando. Ela é anti-democrática. Não consegue conviver com a democracia, quando esta leva a caminhos que não lhe agrada

j.marcelo

Nassif,por favor,solicito

sex, 03/03/2017 – 11:28

Nassif,por favor,solicito artigos sobre a sangria aos cofres públicos provocada pelos especuladores milionários,para termos a real noção q o mal não são os benefícios sociais ou trabalhistas mas sim os especuladores,mídia e judiciário omissos !! Obs:Esse deve ser o real debate no Brasil ! Obs2:Eles tem medo dos reais debates,por isso sempre inventam factóides para dispersar as REAIS impressões,viva o Brasil!

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