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Coreia do Norte, guerra nuclear e guerra mundial, por Gustavo Gollo: "O mundo está mudando de mãos e aqueles que davam as ordens, que ditavam as regras e os juízes de todos os jogos, estão perdendo o controle."

Coreia do Norte, guerra nuclear e guerra mundial, por Gustavo Gollo

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Coreia do Norte, guerra nuclear e guerra mundial, por Gustavo Gollo

Estamos sob o risco de uma guerra mundial devastadora. Não conhecemos em detalhes as consequências exatas de tal catástrofe, sabemos apenas que nada bom advirá dela; a dúvida obscurece tão somente o tamanho da tragédia. Podemos temer um inverno nuclear após o escurecimento dos céus, consequência da poeira venenosa suspensa pela profusão de bombas nucleares. Tal catástrofe eliminaria as colheitas, esfriaria e escureceria o planeta por certo período, sob intensidade e duração ignoradas.
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Por que nos meteríamos em absurdo tão devastador, em uma guerra apocalíptica? Só por uma decisão idiota nos meteríamos em tamanho disparate, mas temos sido absurdos assim, basta olhar, por exemplo, para o Oriente Médio, imerso em guerras insensatas e nos consequentes sofrimentos para tantos. Assim, embora a abominável façanha viesse a ser absurda, insana, não seria a primeira vez que nos veríamos emaranhados em insensatez tão alarmante.

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Por que temo a guerra? 
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Creio que está em jogo, nesse momento, o poder mundial. O mundo está mudando de mãos e aquele que davam as ordens, que ditavam as regras e os juízes de todos os jogos, estão perdendo o controle. Não acredito que tal fato transcorra suavemente, creio que a queda do ocidente será abrupta. Tendo assumido o controle econômico do mundo, os orientais, mais especificamente os chineses, determinarão novas regras e novos juízes arrasando antigas determinações, muitas delas sustentadas apenas em crenças moribundas.
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Ruirá o dólar, desmoronarão os Estados Unidos, e com ele todo o ocidente.
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Mas aqueles que mandam no mundo, que sempre mandaram, se insurgirão contra isso, não se conformarão em ter seus desejos não realizados, em não ver suas ordens cumpridas. Acionarão, então, o maior poderio bélico jamais desenvolvido, uma força insana que, por si só, documenta toda a loucura dos poderosos, e toda a insanidade em que já nos metemos.

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Os Estados Unidos vêm ameaçando a Coreia do Norte. Dizem-nos que são loucos, que querem bombardear o mundo. Penso que já teriam sido invadidos — como foi o Iraque, acusado de possuir armas de destruição que não possuíam —, caso não tivessem tais armas. Eles sabem disso, é o que alegam, e por essa razão permanecem fazendo demonstrações de força apresentadas aqui como atos de loucura. Loucos, ou excessivamente cândidos, somos nós se acreditarmos em tal versão.
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Mas os americanos creem a si mesmos encarregados de mandar no mundo inteiro, estão lá do outro lado do mundo com seus aviões, submarinos, e navios de guerra dizendo a chineses e coreanos o que devem e o que não devem fazer. Que direito teriam eles para ditar as regras no mundo inteiro? Eque moral teriam eles para isso, protagonistas que são de tantas guerras ao redor de todo o planeta. Mas os americanos acreditam ter esse poder, acreditam que só eles sabem como todos os outros devem agir, como todos os outros devem se comportar. Curiosamente, muitos de nós, brasileiros, acreditam nessa bazófia disseminada e defendida por eles.
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Também acreditamos em nossos noticiários que nos falam de um país paupérrimo governado por loucos. Sim, creio que eles são muito pobres comparados com seus vizinhos sul-coreanos e chineses que, como eles, vêm crescendo de maneira exuberante. Mas somos brasileiros, latino-americanos, talvez estejamos sendo enganados sobre nossa própria situação, sobre a pobreza de nosso povo, apesar da imensa riqueza do país. Vejamos mais umas imagens da bela capital norte-coreana.
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*Tentativas de reviver o defunto veredito de Haia sobre as ilhas chinesas volta a preocupar.

 

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