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Juiza que condenou Lula no caso do sítio de Atibaia errou tanto na sentença, que o próprio Ministério Público pediu correção da sentença com receio que ela seja anulada; Perícia aponta ‘cópias’ de trechos de outra sentença em decisão de Gabriela Hardt condenando Lula

Perícia aponta ‘cópias’ em decisão de Gabriela Hardt condenando Lula

Este laudo será anexado a recursos que os advogados apresentarão ao TRF-4 e a tribunais superiores

Jornal GGN – A decisão da juíza Gabriela Hardt, que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do sítio de Atibaia (SP) foi alvo de exame pericial. O envio para perícia foi feito pela defesa de Lula. O resultado do laudo não é muito laudatório para a juíza: fica provado que Hardt aproveitou o ‘mesmo arquivo de texto’ usado por Sergio Moro no fatídico caso do triplex. A informação é da coluna Painel, da Folha.

O parecer foi feito no Instituto Del Picchia, que aponta ‘similaridade’ na formatação dos textos e, o que foi colocado como ‘lapsos’ de Hardt são apontados, como quando copiou trecho do caso de Guarujá na penúltima página de sua sentença, ‘reproduzindo referência a um apartamento’. 

Este laudo será anexado a recursos que os advogados apresentarão ao TRF-4 e a tribunais superiores. Painel procurou a assessoria da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, que disse que Gabriela Hardt não iria se manifestar.

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MPF quer correção da sentença de Lula antes de saída de Hardt

Objetivo é que a sentença contra Lula no caso do sítio de Atibaia não seja anulada pelos erros cometidos pela juíza Gabriela Hardt

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Com o objetivo de que a sentença contra o ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia não seja anulada pelos erros materiais e de sustentação da juíza Gabriela Hardt, os procuradores da Lava Jato de Curitiba pediram para que a magistrada corrija as faltas cometidas na condenação.

O pedido foi enviado na última terça-feira (19) à magistrada que temporariamente comanda a Lava Jato após a saída de Sérgio Moro e antes da entrada do novo juiz Luiz Antonio Bonat. Trata-se de um recurso da própria figura acusadora de Lula, o Ministério Público Federal (MPF) na primeira instância.

A rapidez dos procuradores no pedido de correção teve como objetivo fazer com que tais erros graves cometidos por Hardt não acarretem em anulação da sentença. Isso porque a defesa do ex-presidente já entrou com um recurso na segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), contra a condenção, justificando os erros que a própria magistrada cometeu.

Conforme o GGN mostrou na reportagem “Com ausência de juiz, Hardt acaba com chances de Lula na primeira instância“, a iniciativa da defesa de Lula, entretanto, de decidir saltar as possibilidades de recurso na Vara Federal de Curitiba e remeter diretamente à segunda instância pode ter esgotado as chances de o futuro juiz reverter a ação de Hardt.

Isso porque a partir da próxima semana, o juiz Luiz Antonio Bonat é quem assumirá os processos da Lava Jato de Curitiba, em substituição a Moro, após decisão do TRF-4. O magistrado deveria ter assumido os casos ainda no início deste mês e seu nome foi anunciado apenas dois dias após a sentença de Hardt contra Lula no caso do sítio.

Por sua figura reconhecido entre colegas como “moderado” e “sensato”, Bonat é visto como um juiz discreto e disposto a absolver réus em casos que não forem comprovados crimes. O caso do sítio contra o ex-presidente Lula, contudo, não deve mais passar pelas suas mãos, uma vez que a defesa de Lula já recorreu à segunda instância, esgotando as opções na primeira.

No pedido, o MPF tenta impedir as alegações dos próprios advogados de Lula no TRF-4, de que os erros cometidos devem acabar com a sentença. Para isso, pediu que Gabriela, antes de sua saída para a entrada de Bonat, corrija a falta do pedido de absolvição dos réus para um dos casos apontados, na parte final da sentença; que troque o “crime de corrupção ativa” por “passiva” contra Lula, e corrija o nome de Léo Pinheiro.

Veja o pedido do MPF

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