Contraofensiva de Temer inclui “falir” a JBS e prender os donos, por Tales Faria

Foto: Lula Marques/PT
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Jornal GGN – Três congressistas que estiveram com Michel Temer nos últimos dias afirmaram ao jornalista Tales Faria, do Poder 360, que o governo traçou um plano para “falir” a JBS e “prender os donos”, numa contraofensiva às delações de Joesley Batista e Ricardo Saud na Lava Jato. Numa outra frente, Temer mira em Edson Fachin, relator no Supremo Tribunal Federal, e Rodrigo Janot, chefe do Ministério Público Federal.
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Segundo Faria, “a ordem é atacar e tentar dizimar a JBS em todas as frentes: na Receita Federal, na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e na Justiça. A ideia é provar desde apropriação indébita dos descontos do INSS de seus funcionários até a especulação na bolsa de valores e no mercado de câmbio. E o que mais vier a aparecer na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da JBS/BNDES, que a bancada governista promove no Congresso.”
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Reportagem do Valor, desta quinta (8), mostra que a contraofensiva já está em curso, com a JBS se declarando vítima de perseguição do governo. “Representantes da JBS informaram ao Ministério Público Federal, na segunda-feira, que a Caixa Econômica Federal teria suspendido, de forma repentina, o crédito da empresa na instituição. O corte seria uma retaliação do governo ao fato de os donos da J&F, holding que detém o controle acionário da JBS, terem feito delação premiada”.
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Contra Fachin, a ideia é cria um “dossiê” com o objetivo final de “obter dados suficientes para engordar um pedido formal ao STF de suspeição do ministro em relação à delação da JBS”.
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Temer também promete não nomear para a Procuradoria-Geral da República um substituto ligado a Janot, além de mandar desenterrar projetos no Congresso que coloquem freios no MP.
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Por Tales Faria
No Poder 360

Se vencer no TSE, Temer prepara ofensiva contra MP e Edson Fachin

O presidente da República liberou seus auxiliares a buscar munição para reagir com vigor ao FriboiGate. São 3 as frentes de ataque planejadas por Michel Temer:
  • os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS;
  • o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal);
  • o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
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ÓDIO MAIOR: IRMÃOS BATISTAS
Segundo aliados do presidente, a ordem é atacar e tentar dizimar a JBS em todas as frentes: na Receita Federal, na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e na Justiça.
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A ideia é provar desde apropriação indébita dos descontos do INSS de seus funcionários até a especulação na bolsa de valores e no mercado de câmbio. E o que mais vier a aparecer na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da JBS/BNDES, que a bancada governista promove no Congresso.
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A meta, afirmaram ao Poder360 3 dos congressistas que estiveram com o presidente nos últimos dias, é falir a empresa e prender os donos.
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DOSSIÊ FACHIN
Os aliados de Michel Temer dizem que o Planalto prepara 1 dossiê sobre o ministro do STF. Além de seus contatos com o executivo da JBS Ricardo Saud, 1 dos delatores do caso FriboiGate, os governistas acreditam que há outras ligações de Edson Fachin com a empresa.
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Também fazem 1 levantamento detalhado de suas decisões na Lava Jato que acreditam contrariar as atitudes tomadas no caso da delação dos irmãos Batistas.
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O objetivo final do Planalto é obter dados suficientes para engordar 1 pedido formal ao STF de suspeição do ministro em relação à delação da JBS. Atualmente, Fachin é o responsável pelo processo na Corte.
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RODRIGO JANOT E MINISTÉRIO PÚBLICO
Temer está decidido a não nomear para procurador-geral, em setembro, nenhum dos concorrentes que seja minimamente ligado ao atual chefe da PGR (Procuradoria Geral da República). A ordem é também promover todo tipo de retaliação contra o Ministério Público no Congresso. Desenterrar, por exemplo,  a PEC 37, que limita o poder de investigação do MP, fortalecendo os delegados de polícia. Também retomar o projeto de criminalização do abuso de autoridade, entre outros.