Inquéritos sobre delação da Odebrecht empacam por falta de provas

Foto: Reprodução/Veja
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Jornal GGN – Divulgada há mais de 3 meses, a delação da Odebrecht – que foi chamada de “delação do fim do mundo” por atingir dezenas de políticos de todas as vertentes – ainda não pautou nenhuma denúncia da Procuradoria Geral da República. O motivo: os investigadores têm tido dificuldade para comprovar o que os delatores disseram sobre propina ou caixa 2. É o que diz reportagem da Folha publicada nesta segunda (10).
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Enquanto isso, a delação da JBS, feita em maio com a novidade da “ação controlada”, gerou até agora 3 denúncias, uma delas contra Michel Temer.
A delação fez a PGR apresentar ao Supremo mais de 70 pedidos de abertura de inquérito. Mas “uma análise feita pela Folha aponta que tem sido difícil para os investigadores comprovar os relatos feitos pelos delatores à Procuradoria Geral da República”, informou o jornal.
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No caso da Odebrecht, os investigadores ainda duelam com contradições e possíveis equívocos cometidos pelos delatores. A Folha citou o caso da deputada Maria do Rosário (PT). Alexandrino Alencar, delator da Odebrecht, por exemplo, disse que se encontrou com a parlamentar, em 2010, no escritório da candidata, em Porto Alegre. Mas ela comprovou à Polícia Federal, com documentos, que só passou a ocupar o espaço em 2014.
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Outro fator apontado pela Folha para que as investigações esteja empacadas é o fato de que 24 dos 77 inquéritos abertos desde abril sairam das mãos do ministro Edson Fachin e foram para outros magistrados, e o número que aumenta a cada dia.
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À Folha, a Procuradoria informou que a delação da Odebrecht existe, “como em qualquer outro acordo”, investigações “complementares”. Também sustentou que a delação da Odebrecht tem desdobramentos em várias instâncias, não se limitando ao Supremo.
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Quando questionada sobre a delação da JBS já ter gerado 3 denúncias em menos de um mês, enquanto a da Odebrecht, nenhuma, a PGR disse que “cada colaboração tem suas particularidades quanto a extensão e conteúdo.”
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