Moro usou matéria da Globo como “prova documental” que triplex é do Lula

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Jornal GGN – O juiz Sergio Moro elaborou uma síntese das “provas documentais” que, segundo ele, confirmam a denúncia da Lava Jato contra Lula por conta do triplex, e inseriu entre elas uma reportagem publicada pelo jornal O Globo, em 2010, com a informação de que o apartamento no Guarujá pertenceria à família do ex-presidente.
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Para Moro, nenhuma das testemunhas de defesa, nem o material levado aos autos pelos advogados e tampouco o depoimento do ex-presidente Lula conseguiram explicar por que O Globo publicou que o triplex era do petista muitos anos antes da Lava Jato começar a apurar o caso.
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“A informação, por forma desconhecida vazou, foi publicada e não foi desmentida. Aliás, segundo a referida matéria, “a Presidênca confirmou que Lula continua proprietário do imóvel”, observou Moro.
Para condenar Lula a 9 anos e meio de prisão em regime fechado e o dobro do tempo afastado da funçaõ pública, Moro lançou mão do seguinte raciocínio: disse que, no decorrer do processo, colheu depoimentos a favor e contra Lula. Mas, ao final, só enxergou validade nos documentos que confirmam a teoria dos procuradores. As provas produzidas pela defesa do petista foram desvalorizadas e descartadas pelo juiz de Curitiba.
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Na síntese das provas documentais, o juiz anexou todos os contratos assinados por Marisa Letícia, na época em que a ex-primeira-dama havia adquirido uma cota do empreendimento da Bancoop. Mas também anexou documentos sem assinaturas.
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Moro também usou as mensagens apresentadas por Léo Pinheiro, nas alegações finais, pois elas indicam que o triplex sempre teve “atenção especial” na OAS por ser considerado de Lula desde o início das obras.
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Os documentos que mostram que a reforma foi feita com recursos da OAS Empreendimentos também foram usados contra Lula, embora a defesa aponte que eles só provam que nenhum centavo despendido no triplex saiu de qualquer caixa de propina.
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Por fim, Moro ainda sobrepôs a reportagem de O Globo ao material produzido pela defesa de Lula.
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Abaixo, a síntese de Moro: