Lava Jato acabou com 500 mil empregos no Brasil, diz levantamento de jornal

Foto: Reprodução
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Jornal GGN – Os riscos da Operação Lava Jato para a economia, com a divulgação indiscriminada e aberta para o mundo sobre os esquemas de corrupção deflagrados na Petrobras, estatais e diversas empreiteiras brasileiras, ao contrário de fazer jus a sigilo de investigações em nome da soberania nacional, são expostos pelo GGN e imprensa alternativa desde o início dos avanços da força-tarefa de Curitiba.
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Mas agora que as apurações enfrentam boa parte da cúpula do governo de Michel Temer e caciques do PSDB, como o senador Aécio Neves (MG), a mídia tradicional começou a dar voz para os impactos na economia brasileira. Um deles foi diretamente no desemprego, contraditoriamente em momento que o atual governo peemedebista tenta convencer que sua gestão foi benéfica para geração de empregos.
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Nesse sentido, levantamento feito pelo blog de Ancelmo Gois mostra que a Operação Lava Jato exterminou, pelo menos, 500 mil empregos no país. O repórter Tiago Rogero fez um cálculo com base na Petrobras, Sete Brasil, e nas principais empreiteiras na mira das investigações: a Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, UTC, Engevix, além de outras empresas.
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A publicação ressaltou que não foram somados às contas as demissões nas empresas: Queiroz Galvão, Alumini, Mendes Júnior, Iesa, Skanka Brasil, GDK, Carioca Christiani Nielsen Engenharia, MPE Montagens e Projetos, Tomé Engenharia, Construcap, Egesa, Aratec, Mossack, Jaraguá Equipamentos e Sanko Sider. Acompanhe, abaixo, a lista de cortes por essas empresas, privadas e estatais, após o avanço das investigações, reproduzido da coluna de O Globo:
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– Com a venda de Alpargatas, Vigor e Eldorado, o grupo J&F, que hoje tem 270 mil funcionários, deve passar a contar com 240 mil;

– A Andrade Gutierrez tinha 60 mil empregados, em 2013 (a Lava-Jato começou em 2014). Em 2016, eram 20 mil;

– O grupo Odebrecht fechou 2016 com 85 mil, depois de chegado a quase 200 mil;

– A Petrobras foi afetada não só pela Lava-Jato, mas, como se sabe, também pela queda no preço do barril de petróleo. O número de empregados próprios caiu de 62,7 mil, em 2013, para 47,6 mil. O de terceirizados passou de 320,1 mil, em 2013, para 98,4 mil;

– A OAS tinha em seus quadros 120 mil pessoas; hoje, são uns 30 mil. Há quatro anos, eram 20 mil terceirizados; hoje, são 1,7 mil;

– Na UTC, o total passou de 27,3 para 1,5 mil;

– A Engevix, agora Nova Engevix, contava, em 2013, com 17,2 mil funcionários; agora, são 1,1 mil. Eram 8,1 mil prestadores de serviço; hoje, são 1,5 mil;

– Na Promon Engenharia, eram 1.000; agora, são 300;

– A Eldorado Brasil foi na contramão: o número de trabalhadores passou de 2,9 mil, em 2013, para os atuais 4 mil;

– A natimorta Sete Brasil tinha 82 funcionários em 2013; hoje, tem sete. Eram 35 terceirizados; agora, são 25.

Comentários

Muito mais considerando toda a cadeia produtiva.

Em torno de cada grande empresa destas giravam milhares de outras grandes, médias e pequenas empresas que compunham a cadeia produtiva. E muitas delas fecharam outras demitiram parte da mão de obra por queda na atividade.

Ex: Fábricas e comércio de cimento e outros materiais de construção, de material eletromecânico, de instrumentação eletrônica. Transportadoras destes materiais. Empresas que fornecem máquinas e equipamentos como guindastes, serviços de concretagem. Frete de ônibus para levar trabalhadores ao parque de obras. Fornecimento de alimentos. Escritórios de contabilidade que atendiam empresas menores fornecedoras. Empresas de saúde ocupacional, de controle de riscos ambientais e no trabalho, de controle de ponto, de controle de qualidade, de vigilância, de recarga de extintores de incêndio, de retirada de entulho, etc., etc., etc.

Isso sem contar todo o comércio que vivia do consumo destes trabalhadores. Desde biroscas perto de onde havia operários, até supermercados de cidades onde as obras pararam como Itaboraí (Comperj-RJ), Rio Grande (Estaleiro-RS) e centenas de outras.

Fascistas amarelos de Curitiba

Os milhardários salários de Moro, Dalagnol etc. estão garantidos.

Não precisam se preocupar com o desemprego e informa-se que recebem acima do teto constitucional…