PSDB de São Paulo está “atemorizado” com a delação de Adir Assad, diz Lauro Jardim

Foto: Agência Brasil

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Jornal GGN – É destaque na coluna de Lauro Jardim que a delação de Adir Assad “atemoriza” o PSDB de São Paulo. O empresário que fechou acordo de delação premiada junto com o irmão, Samir Assad, admitiu que criou um esquema nos governos tucanos que movimentou R$ 1,7 bilhão em propina.
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“A delação de ambos preocupa o PSDB paulista. Mais do que preocupa, atemoriza”, disse Jardim.
Por conta do acordo, Samir já conseguiu ser transferido da prisão onde estava no Rio de Janeiro para o regime domiciliar. Adir segue preso em Curitiba, por determinação de Sergio Moro.
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Ao juiz Marcelo Bretas, do Rio, Adir decidiu romper o silêncio durante audiência sobre uma ação penal que envolve a Eletronorte. Ele negou participação em esquema de propina nas obras de Angra 3, mas deu detalhes do sistema que criou para desviar recursos de obras do Metrô de São Paulo e que, posteriormente, ajudou a abastecer políticos e partidos variados, incluindo o PT.
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Segundo ele, uma empresa de engenharia em seu nome emitia notas frias para as empreiteiras contratadas pelo Estado para fazer as obras do Metrô. O serviço terceirizado nunca era prestado. O dinheiro recebido dos consórcios era devolvido em espécie junto com a nota fiscal. Ele descontava, contudo, de 15% a 20% dos valores desviados.
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“(…) Adir Assad explicou que ‘os contratos fictícios começaram nas obras da Linha 4 do metrô de São Paulo, para repasse de propina a políticos do governo do estado, do PSDB, e que os repasses para a Eletronuclear seriam a maior parte para o PMDB e uma parte pequena para o PT'”, publicou a Agência Brasil.
Ele também revelou que ajudou empresas a pagar propina a deputados para evitar complicações aos investigados da CPMI do Cachoeira.
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Jornal divulga trecho da delação de Marcos Valério que cita Aécio

Foto: Geroge Gianni/PSDB
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Jornal GGN – O jornal O Tempo teve acesso a alguns anexos da delação premiada de Marcos Valério que contam com um pouco mais de detalhe como Aécio Neves teria se beneficiado de esquemas de corrupção que podem ter envolvido o Banco Rural e a Codemig. Ciente do vazamento, Aécio já saiu pela tangente e respondeu que a denúncia apenas trata de transações “privadas”, não de desvios de verba pública.
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Um dos trechos expõe que o ex-governador de Minas Gerais teria sido beneficiado por um empréstimo fraudulento que envolvia, além do hoje senador tucano, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Mauri Torres, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e o ex-secretário de governo Danilo de Castro. Os dois são do PSDB.
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De acordo com a delação, Mauri, antes do mensalão de 2005 estourar na mídia, solicitou ao sócio de Valério nas agências SMPB e DNA Propaganda (Ramon Hollerbach Cardoso) um empréstimo de “valor muito alto” que seria usado para comprar um apartamento na região centro-sil de Belo Horizonte.
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Valério diz na delação que ficou acertado de que o empréstimo seria tomado do Banco Rural, mas o plano mudou um pouco depois porque Danilo de Castro, então secretário de Aécio, pediu que o empréstimo também fosse compartilhado com ele e com “então governador”.
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“Como o valor era um pouco alto, resolvemos, junto com o Banco Rural, fazer um empréstimo com o aval dele [Mauri]. Mas aí surgiu uma demanda do secretário Danilo de Castro, que era para ajudar, além do Mauri Torres, ele próprio e o governador de Minas. (…) Fizemos um financiamento numa quantia maior e repassaríamos todos os valores em dinheiro para Mauri e Danilo”, diz o documento.
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Quando o escândalo do mensalão entrou em cena, o grupo recuou. Valério diz que pagou o dinheiro solicitado pelos tucanos de seu “próprio bolso” e depois teria sido compensado por verbas desviadas pelo governo Aécio da Codemig.
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“A partir daí, ficou acertado que o sr. Oswaldo Borges da Costa (ex-presidente da Codemig) iria providenciar o pagamento de tudo e quitar o empréstimo fraudulento feito com o Banco Rural para dar um ar de legalidade à operação”, diz a delação.
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Procurador pelo jornal O Tempo, a assessoria de Aécio reciclou a mesma resposta dada quando a delação da JBS veio à tona mostrando que o tucano também solicitou um empréstimo de R$ 2 milhões a Joesley Batista. O argumento é o de que trata-se de operação privada, que não envolve (ou envolveu, no caso relatado por Valério) recursos públicos. “Trata-se de uma transação privada, que nada tem a ver com a atividade pública dos citados”, disse o tucano.
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O secretário de Saúde de Minas durante o mandato de Aécio, Marcus Pestana, aparece na relação recebendo “recursos ilícitos” da DNA. Hoje Pestana é deputado federal pelo PSDB.
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Sobre Clésio Andrade, um dos pivôs do mensalão mineiro, Valério diz na delação que diversos deputados estaduais da base do governo foram pagos para que ele fosse indicado candidato a vice na chapa de Azeredo, que buscava a reeleição em 1998.
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“Valério cita o nome dos deputados Carlos Melles, Bilac Pinto, Sebastião Costa e Paulo Piau como supostos recebedores desses repasses. Além destes, teriam sido realizados pagamentos a pessoas ligadas a Azeredo para ‘convencê-lo’ a aceitar a indicação de Clésio Andrade, como o ex-deputado Amilcar Martins.”
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