Gilberto Carvalho é réu, mas a lei é de Fernando Henrique

Foto: Agência Brasil
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Jornal GGN – Réu em Brasília sob a acusação de ter negociado R$ 6 milhões em propina com empresas interessadas na Medida Provisória 471/09 – que nada mais foi do que a prorrogação de uma lei criada por FHC – o ex-ministro Gilberto Carvalho (PT) enviou uma nota à imprensa afirmando que está com a “consciência serena e sem medos” pois não há provas de enriquecimento ilícito nem desvios de conduta na denúncia feita pelo Ministério Público Federal. Ele sugeriu que prova de sua inocência é que tem vivido modestamente.
“Recebo esta denúncia no exato momento em que fui obrigado a vender o apartamento em que vivia, que recentemente havia adquirido, por não conseguir pagar o financiamento. Desde então, passo a morar em casa alugada. Portanto, não são acusações desta natureza que vão tirar minha honra e a dignidade de uma consciência serena e sem medos.”
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Nesta terça (19), dia em que Lula apareceu em mais uma pesquisa liderando a disputa para 2018, o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara do Distrito Federal, decidiu aceitar a denúncia contra Carvalho, o ex-presidente e mais cinco pessoas, por suposto pagamento de propina aos petistas em troca da edição da MP 471. Como prova, o MPF usou e-mails trocados entre o gabinete de Carvalho e representantes de montadoras como indicativo de que o esquema ilícito existiu.
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Segundo Carvalho, as conversas mantidas em torno da MP eram protocolares e obedeciam o código de conduta da Presidência. “Nem o presidente Lula nem eu tivemos qualquer aproximação com este tipo de má conduta com o qual querem nos estigmatizar. Ao longo das gestões frente ao Executivo federal, recebemos pessoas dentro do padrão estabelecido pelas regras da ética e da conduta adequada de servidores públicos.”
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O ex-ministro ainda disse que “nem nós nem o povo brasileiro pode suportar mais a manipulação grosseira dos fatos e a politização da Justiça transformada em instrumento de perseguição política.”
Leia abaixo a nota na íntegra.
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“Mais uma vez recebo com revolta e indignação a notícia da aceitação desta absurda denúncia apresentada contra mim e o Presidente Lula. “Coincidentemente” essa decisão foi dada no mesmo dia em que mais uma pesquisa eleitoral demonstra o inquebrantável apoio do povo ao ex-presidente.
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É importante grifar que não existe nenhuma base de provas, e sim ilações e interpretações forçadas de fatos. As Medidas Provisórias de que trata a denúncia do Ministério Público Federal (MPF/DF) foram a viabilização de uma política de governo que obteve ótimos resultados ao promover a descentralização da indústria automobilística e dos empregos para as regiões Nordeste e Centro-Oeste.
Nem o Presidente Lula nem eu tivemos qualquer aproximação com este tipo de má conduta com o qual querem nos estigmatizar. Ao longo das gestões frente ao Executivo federal, recebemos pessoas dentro do padrão estabelecido pelas regras da ética e da conduta adequada de servidores públicos.
Nem nós nem o povo brasileiro pode suportar mais a manipulação grosseira dos fatos e a politização da Justiça transformada em instrumento de perseguição política.
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Vou lutar até o fim para que em alguma instância cesse esta obsessão persecutória e a Justiça se faça em cima de provas, respeitando o devido processo legal, sem a exposição da honra das pessoas.
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Recebo esta denúncia no exato momento em que fui obrigado a vender o apartamento em que vivia, que recentemente havia adquirido, por não conseguir pagar o financiamento. Desde então, passo a morar em casa alugada. Portanto, não são acusações desta natureza que vão tirar minha honra e a dignidade de uma consciência serena e sem medos.”