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Saúde: Ministério da Saúde estuda uso de tecnologia robótica em cirurgias no SUS; Recurso é mais preciso, rápido e menos invasivo para o paciente; Em alguns países, este procedimento é uma prática já consolidada para cirurgias de alto grau de complexidade.

Por iG São Paulo |

Projeto está sendo avaliado para ser implantado no Centro-Oeste pela primeira vez; recurso é mais preciso, rápido e menos invasivo para o paciente

Cirurgias feitas com tecnologia robótica já são realizadas em hospitais de São Paulo, com o apoio do Ministério da Saúde
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Cirurgias feitas com tecnologia robótica já são realizadas em hospitais de São Paulo, com o apoio do Ministério da Saúde

O Centro-Oeste está perto de conseguir que uma nova tecnologia robótica seja oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em procedimentos cirúrgicos. O Ministério da Saúde anunciou que está avaliando a implantação de robôs em cirurgias no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, no Distrito Federal.

A ideia é que o projeto com a tecnologia robótica torne as operações mais precisas e menos invasivas. “É um projeto ousado e importante. Estamos estudando a possibilidade de introduzir a tecnologia robótica em fase experimental de pesquisa para fazer a avaliação de desempenho no SUS, verificar os benefícios para saber se temos viabilidade de ampliar o investimento futuramente para outros hospitais”, explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), Marco Fireman.

A ferramenta é um aparelho que funciona a partir do comando de um médico cirurgião. Além de permitir uma alta precisão, o tempo de duração do procedimento é reduzido e a manipulação de áreas de difícil acesso pode ser melhor realizada.

“É uma inovação que permite a visualização de tumores de forma mais detalhada, rastreando inclusive aqueles que não são identificados em cirurgias comuns. A tecnologia permite alto desempenho em procedimentos de ressecção de tumores e aumenta as chances de cura de pacientes oncológicos. É um avanço inestimável, porque a vida não tem preço”, pontuou o médico e diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da SCTIE , Renato Teixeira.

Em países desenvolvidos, o uso desse tipo de procedimento é uma prática já consolidada. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de 3.500 robôs fazem parte dos equipamentos das operações em unidades hospitalares para cirurgias de alto grau de complexidade.

Brasil

Caso o governo aceite a proposta que está sendo elaborada pelo HRAN, esta será a primeira vez que o Centro-Oeste será contemplado por esse tipo de tecnologia. Se aprovado, o projeto entrará em fase de instalação para ser testado por um período de aproximadamente três anos.

Atualmente, o Ministério da Saúde já oferece incentivos fiscais, por meio dos Programas de Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) e Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), que é realizado por entidades filantrópicas credenciadas ao SUS para a produção de projetos que utilizem a tecnologia robótica. Além disso, o governo federal já investe em dois programas em São Paulo – um no Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) e outro no Instituto Nacional de Câncer (Inca).

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Por Gabriela Brito – iG São Paulo |

Apesar de um braço robótico ser responsável por segurar as pinças que são introduzidas no paciente, quem controla todo o aparelho é um ser humano

Equipe de especialistas acompanha a cirurgia robótica, que conseguiu reduzir o tempo de recuperação do paciente
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Equipe de especialistas acompanha a cirurgia robótica, que conseguiu reduzir o tempo de recuperação do paciente

A recuperação após um procedimento cirúrgico é uma das maiores preocupações de uma pessoa que vai precisar passar por uma cirurgia. Felizmente, hoje, a tecnologia faz com que as intervenções sejam cada vez menos invasivas.

Dr. Carlos Eduardo Domene, coordenador científico do Comitê de Cirurgia Robótica e Minimamente Invasiva da Associação Paulista de Medicina, explica que, antes, se cortava o paciente com um bisturi e expunha a região interna. Depois, a cirurgia laparoscópica possibilitou que apenas um orifício de meio ou um centímetro fosse feito na pessoa, para introdução de uma câmera e instrumentos para operar o paciente de forma minimamente invasiva.

Atualmente, a cirurgia robótica é o que há de mais indicado, principalmente nos casos de procedimentos muito delicados. Diferente da laparoscopia, não é o médico que segura as pinças que vão introduzir a câmera e os instrumentos, mas um braço robótico controlado pelo especialista por meio de um console.

Neste caso, a imagem fornecida pela câmera é tridimensional. “Você opera como se estivesse lá dentro. As pinças e os movimentos são muito delicados, os braços do robô são programados para não tremer – evitando o movimento natural das mãos do médico –, é tudo muito preciso”, garante o especialista. “Melhora o desempenho do cirurgião e o resultado das cirurgias, principalmente daquelas em que existe o risco de lesão em outras estruturas do corpo.”

Diferente da cirurgia robótica, na laparascopia é o própio médico que segura as pinças que são introduzidas no paciente
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Diferente da cirurgia robótica, na laparascopia é o próprio médico que segura as pinças que são introduzidas no paciente

Sistema de saúde público

O Instituto do Câncer de São Paulo (Incesp), o Inca (Instituto Nacional do Cãncer), no Rio de Janeiro, e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre foram os primeiros a receber a tecnologia pelo sistema único de saúde , informou Dr. Domene.

Apesar do custo da cirurgia com robô ser maior do que os outros tipos de procedimentos, estudos feitos na Suíça que avaliaram todo o processo, desde o pré-operatório até o tempo de recuperações pós cirurgia, indicam que o custo geral é até menor quando utilizado o robô.

Como os resultados com este tipo procedimento estão sendo satisfatórios, principalmente no caso da cirurgia de próstata, Dr. Domene acredita que a cirurgia robótica só tende a crescer nos sistemas de saúde brasileiros, tanto o privado quanto o público.

Cirurgião comanda o braço robótico a partir de um console; aparelho fica próximo do local onde está o paciente
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Cirurgião comanda o braço robótico a partir de um console; aparelho fica próximo do local onde está o paciente

Cirurgia da próstata

Dr. Rafael Coelho, urologista e cirurgião robótico do Hospital 9 de Julho, explica que o procedimento diminui o risco de sequelas como a incontinência urinária e a perda da ereção nos pacientes com câncer de próstata.

“A comparação entre a cirurgia robótica e a tradicional para o câncer de próstata mostra que o paciente que realiza o procedimento por meio da robótica, com um cirurgião experiente, tem 20% a mais de chance de recuperar a ereção e 5% a menos de risco de ter problemas com incontinência urinária, um ano após o procedimento.”

Assim como Dr. Domene, o especialista afirma que o tempo de recuperação do paciente é menor com a cirurgia robótica. Além disso, o procedimento menos invasivo faz com que o paciente sangre menos, o que diminui a necessidade de transfusão de sangue.

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