Cresce popularidade de Lula e rejeição a Moro e Bolsonaro, diz pesquisa

Jornal GGN – Mesmo após a delação informal de Antonio Palocci alegando que Lula tinha um “pacto de sangue” com a Odebrecht, a aprovação ao ex-presidente cresceu de novo segundo pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos na primeira quinzena de setembro.

De acordo com o Ipsos, a taxa positiva do petista subiu 32% para 40% e está no maior patamar registrado nos últimos 2 anos de levantamento. Ao mesmo tempo a desaprovação a Lula caiu de 66% para 59%.

Enquanto isso, a desaprovação a Sergio Moro cresceu e está em 45%. O Estadão diz que é o “recorde” negativo registrado desde setembro de 2015.

Jair Bolsonaro sofreu dois revés, segundo a pesquisa: a rejeição saltou de 56% para 63% e a aprovação caiu de 21% para 19%.

Para Danilo Cersosimo, um dos responsáveis pela pesquisa Ipsos, o levantamento atual não colocou Bolsonaro consolidado em segundo lugar na preferência do eleitorado, mas mostrou que Lula alcançou talvez seu maior patamar. “Dificilmente ele passará disso. A rejeição a seu nome é ainda muito grande, difícil de reverter”, avalia.

A desaprovação a Temer alcançou 94%.

 

Comentários

DEMORÔ!!!

… Não resisiti.

Friamente…

É sempre prudente não fetichizar os números, senão os fenômenos políticos (que não são numéricos) acabam virando um braço-de-ferro de posições absolutas.

Uma forma de ler essas pesquisas é em termos de tendência. Ok. Mas sobre qual base essa tendência opera?

Não é que eu queira desapontar os lulistas, mas, outra maneira de confrontar esses números é:

Aprovação: Lula- 40%, Moro- 48%

Desaprovação: Lula- 59%, Moro- 45%

Por enquanto a base ainda é essa. Talvez seja interessante se perguntar por que. E isso não é um somenos.

Note-se que os índices de aprovação e desaprovação de Lula são semelhantes aos de março deste ano. Ainda não se pode dizer que haja uma tendência consolidada.

Já no caso de Moro, nem tanto. A tendência parece ser de uma lenta perda de aprovação e crescimento de desaprovação, com a tomada de posição de quem antes não se interessava muito por ele. Pode-se cravar uma tendência de todo consolidada? Talvez não, mas houve uma inflexão recente significativa, e isso é relevante, porque quando essas coisas acontecem é sinal de que a “magia” se quebrou.

No entanto, o traço mais característico desse movimento não está na performance absoluta de Lula, mas na constatação relativa de que ele é a única figura com potencial eleitoral a contrariar o desempenho de todos os demais. Apontaria isso para um movimento de adesão a uma agenda política ou para uma via de desague do desencanto generalizado? As perguntas estão no ar. Números nunca são suficientes sem elas. Eleição é uma coisa; política é outra.

O panorama geral, para melhor visualização está aqui.

Concordo que a a perda de

Concordo que a a perda de aprovação de moro vem lenta e gradualmente.

Mas, dizer que os índices de desaprovação/aprovação de lula são semelhantes aos de março não condiz com o mesmo panorama indicado pelo autor.

Senão vejamos, em seis meses, o índice de desaprovação caiu OITO pontos percentuais (De 67% para 59%) e o índice de aprovação subiu também OITO pontos percentuais (De 32% para 40%) é absolutamente IMPRESSIONANTE.

Reitere-se que na antepenultima pesquisa os indices de desaprovação de lula eram ainda MAIORES.

Outro ponto, nesses seis meses ocorreram a condenação de lula, as delações da JBS e de Palocci, eventos que teriam, por obvio, condições levar a taxas de desaprovação ainda maiores do petista.

Por certo, os índices de reprovação sao ainda bastante grandes (alias como praticamente todos os políticos) e impossibilitam uma vitória, mas uma campanha televisiva e o recall dele como presidente trariam uma possibilidade muito grande de virar o jogo.

Quanto o comparativo moro/lula esse não cabe, moro (pelo menos, ainda) não é candidato e se o fosse com certeza faria uma parcela dos seus “adeptos” verem a mudança para a política como ato de aproveitador.

A questão principal, porém, é que continuo achando que não há a menor possibilidade desse judiciário elitista que temos não o condenar em segunda instância, mesmo sendo a sentença do moro ser terrível em termos de prova.

Abraço,

Sérgio.

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