Lula mostra comprovantes de aluguel e desbanca nova acusação do MPF

Recibos desmentem versão do MPF defendida por Moro na última audiência e o depoimento do próprio dono do imóvel ao juiz do Paraná
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Jornal GGN – A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou 26 comprovantes de pagamentos do aluguel do apartamento vizinho ao de sua residência, em São Bernardo do Campo (São Paulo), e o contrato firmado com o proprietário, para atestar os cinco anos de aluguel legitimo do imóvel.
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Os documentos enviados ao juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, contrariam a afirmação do próprio magistrado que, na audiência do último dia 13 de setembro, mostrou posicionamento definido de que Lula não teria pagado pela locação do apartamento e que isso comprovaria alguma relação com recebimento de propina pela Odebrecht.
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Naquela sessão, Moro disse que o ex-presidente não tinha mostrado os recibos de aluguel desde a apresentação da denúncia, em dezembro de 2016. O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, lembrou que os comprovantes não haviam sido solicitados.
Os 26 recibos foram remetidos ao juiz do Paraná e contradizem, além das induções dos procuradores da República, depoimento do proprietário do imóvel, Glaucos da Costamarques, que havia dito que só recebeu valores de aluguéis a partir do ano de 2015, quando o empresário José Carlos Bumlai foi preso.
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Os documentos comprovam que o aluguel foi repassado, como devido e acordado em contrato oficial, desde o ano de 2011. O primeiro pagamento foi no valor de R$ 3.500, datado de 5 de agosto daquele ano. Outros cinco comprovantes do ano de 2012 também foram anexos aos autos. Em 2013, mais três recibos no valor de R$ 3.950 foram apresentados, assim como até fevereiro de 2014. A partir de março de 2014, o aluguel teria sido reajustado para a quantia de R$ 4.170. Em março de 2015, subiu para R$ 4.300.
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“A denúncia oferecida contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Processo nº Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000/PR) perante a 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba tem como base a afirmação de que recursos provenientes de 8 contratos específicos firmados entre a Petrobras e consórcios com a participação da Odebrecht teriam sido utilizados para a compra de 2 imóveis para o ex-Presidente. Nenhuma prova foi feita em relação a essas afirmações”, concluiu a defesa de Lula.
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Os advogados do ex-presidente indicaram que apresentaram ao juiz de Curitiba “o contrato de locação firmado entre Glaucos da Costamarques e D. Marisa Letícia Lula da Silva, acompanhado de recibos de locação relativos ao apartamento 121 do residencial Hill House, bloco 1, localizado na Avenida Francisco Prestes Maia, nº 1501, em São Bernardo/SP”.
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“Na falta de provas sobre a base da acusação, a Lava Jato elegeu artificialmente essa relação privada de locação no principal assunto da ação e dos questionamentos apresentados a Lula durante seu depoimento em 13/09. Os documentos hoje apresentados comprovam que o imóvel não pertence a Lula e que o valor do aluguel previsto no contrato de locação firmado por sua falecida esposa foi pago e por isso foram emitidos recibos pelo locador”, disse a defesa, contestando as acusações do MPF.
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“Mais uma vez a acusação não fez qualquer prova da culpa de Lula ou de que ele tenha recebido qualquer valor proveniente de contratos da Petrobras, afirmação feita na denúncia inclusive para justificar a tramitação da ação na 13ª. Vara Federal de Curitiba. Por outro lado, a defesa faz a prova da inocência de Lula, que deverá ser reconhecida por um juiz imparcial e independente”, completou.
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Abaixo, a íntegra da petição e os comprovantes enviados por Lula a Sérgio Moro:
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