Gebran conclui voto sobre sentença de Lula em apenas 100 dias, diz jornal

Jornal GGN – O desembargador João Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, relator do caso triplex, já concluiu o voto sobre a sentença imposta ao ex-presidente Lula pelo juiz Sergio Moro.
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Segundo reportagem do Zero Hora, ao concluir o voto em 100 dias, Gebran reafirmou a intenção de julgar o caso em segunda instância rapidamente. Só outros 3 processos da Lava Jato tiveram a mesma movimentação em prazo semelhante. O GGN já mostrou que quando Gebran bateu um recorde quando despachou na ação penal contra Lula no mesmo dia em que os autos foram transferidos da 13ª Vara Federal de Curitiba para o TRF4.
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“O texto com a conclusão de Gebran Neto já está nas mãos de outro desembargador, Leandro Paulsen, revisor da 8.ª Turma. Pelos trâmites internos, Paulsen irá vistoriar o voto do relator, preparar seu próprio voto e encaminhar ambos para o terceiro membro do colegiado, Victor Luis dos Santos Laus. Somente depois disso será marcada a data do julgamento da apelação”, publicou o jornal Gazeta do Povo, nesta segunda-feira (4).
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O veículo também lembrou que o TRF4 precisa confirmar a sentença de Moro contra Lula até agosto de 2018, para que o petista, que lidera as pesquisas de opinião sobre a próxima eleição presidencial, possa ser inviabilizado eleitoralmente pela Lava Jato.
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Moro condenou Lula, com base na delação informal de Léo Pinheiro (OAS), por ter recebido um triplex da empreiteira, em troca de contratos com a Petrobras. Ao responder embargos de declaração da defesa de Lula, Moro acabou dizendo, depois, que não havia relação entre os contratos e a suposta propina. Ainda assim, reafirmou a pena de 9 anos e seis meses de prisão, mais pagamento de multa. Ele também congelou os bens de Lula e Marisa Letícia, num total que se aproxima dos R$ 10 milhões.
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Empresário com medo de virar réu pede audiência com PF e delata Lula sem provas

Ex-vice-presidente da Engevix não quis esperar Sergio Moro decidir se aceitaria ou não uma denúncia contra ele. Buscou a PF e disse que, por dedução, acredita que Lula e Dirceu são beneficiários de uma conta em Madri. Mas admitiu que não tem provas nem da existência da conta, nem de que os recursos iriam mesmo para os petistas
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Foto: Agência Brasil
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Jornal GGN – Virou moda entre empresários delatar o ex-presidente Lula de maneira informal para demonstrar boa vontade em colaborar com a Lava Jato e, quem sabe, cair nas graças do juiz Sergio Moro. Para isso, não é preciso nem dispor de “provas”. É o que mostra reportagem do Estadão sobre o caso Engevix.
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O ex-vice-presidente da empresa, Gerson Almada, foi denunciado pelos procuradores de Curitiba em 2 de maio. Com medo de ser transformado em réu por Moro, ele decidiu procurar a Polícia Federal e dizer que tem conhecimento de uma “suposta” conta em Madri, na Espanha, onde o lobista Milton Pascowitch supostamente depositava propina recebida a partir de contratos com a Petrobras.
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A conta era de Pascowitch, mas os beneficiários? Os beneficiários eram Lula e o ex-ministro José Dirceu.
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Só nos parágrafos finais é que o Estadão informa que Almada não tem provas de nada do que disse contra os petistas. Mais do que isso, ele só arrastou o ex-presidente para a delação com base em deduções.
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A moral da história é que há possibilidade de Pascowitch ter usado o nome dos petistas para pedir propina. Chegou até a dizer que a comissão serviria à “aposentadoria” de Lula.
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SEM PROVAS
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“(…) a Ecovix [da Engevix] firmou contrato com a PNBV [da Petrobras] no ano de 2009 ou 2010 para o fornecimento de 8 cascos replicantes para FPSO – Floating Production Storage and Offloading no valor de R$ 3,5 bilhões de dólares, cujo valor de comissão em favor de Milton Pascowitch seria  de 0,5%; que o declarante não detém elementos de informação e provas de que parte dessa comissão de 0,5% teria sido destinada ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva’”, escreveu a Polícia Federal.
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Sobre a conta na Espanha, a informação é que “Milton Pascovitch teria dito [a Almada] que ‘iria viajar para Paris e dali, para não deixar rastro, viajaria de trem para Madri/Espanha para ‘olhar a conta’ que ele administrava para ‘pessoas do PT’.”
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Almada usou a mesma estratégia de sucesso empregada por outros empresários na Lava Jato: não apresentou nenhuma prova do que disse contra Lula e Dirceu, muito menos evidência da existência da conta em Madri. Mas entregou papéis que atestariam pagamentos a Pascowitch em Nova York, mas em 2014 – ou seja, 4 anos depois dos fatos supostamente relacionados a Lula e Dirceu – e não há nenhuma informação no Estadão que explique porque o empresário depositou R$ 10 milhões ao lobista.
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Nas sentenças contra Vaccari, que foram revertidas em segunda instância, Moro avalizou a estratégia ao admitir que uma delação pode ser considerada totalmente verdadeira quando o delator comprova pelo menos uma parcela dela.
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A MOTIVAÇÃO
A motivação de Almada em delatar os petistas ficou mais clara neste parágrafo do Estadão: “A acusação da força-tarefa da Lava Jato foi ajuizada em 2 de maio e ainda não foi recebida por Moro. Gerson Almada pediu para falar antes de Moro decidir se coloca ou não os investigados no banco dos réus.”
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Segundo os relatos, Almada também teria dito que a Engevix fez contratos dissimulados com a empresa Entrelinhas, com finalidade de pagar vantagens indevidas a Dirceu. Ele alegou que os serviços nunca foram prestados, mas que desembolsou R$ 900 mil.
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Ele ainda afirmou que tinha contato com Pascowitch desde 2005, e que o lobista foi quem deu a ideia de pagar Dirceu para ter acesso à Petrobras.
“Almada afirma que ‘no início de 2014’  Milton Pascovitch teria dito que ‘iria viajar para Paris e dali, para não deixar rastro, viajaria de trem para Madri/Espanha para ‘olhar a conta’ que ele administrava para ‘pessoas do PT’”, publicou o Estadão.
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O depoimento à PF ocorreu em junho, mas que só foi revelado por Moro na última sexta-feira (1). “Além do executivo e de Dirceu, são acusados Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro; João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT; e Walmir Pinheiro Santana, ex-executivo da UTC”, acrescentou.