Conclusões da PF reforçam que Adélio Bispo agiu sozinho

Investigação será dividida em dois inquéritos, no primeiro, que deverá ser publicado até sexta, PF descarta depósitos suspeitos 
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Jornal GGN – Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho no atentado contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ). O dinheiro que usou para se dirigir até Juiz de fora (MG), atrás do presidenciável, incluindo os R$ 400 adiantados para se hospedar em uma pensão, tem “origem sustentável”, parte acumulada de remuneração que recebeu pelo trabalho de garçom, e outra de uma rescisão trabalhista.
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Dos quatro aparelhos celulares encontrados com o homem, apenas dois estavam ativos e todos foram adquiridos muito antes do atentado. Já o computador, veiculado nas redes sociais como novo e caro, na verdade, foi utilizado pela última vez no ano passado, era velho e estava quebrado.
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O uso da faca também é explicado porque Adélio já trabalhou como sushiman e açougueiro, sendo considerado versátil no uso da ferramenta, segundo entrevistas com pessoas que já trabalharam com ele em um açougue, em Curitiba (PR). E, para provar que ele foi o autor direto do ataque contra o candidato do PSL, peritos criminais federais do Instituto Nacional de Criminalística (INC) encontraram traços de DNA de Bolsonaro na faca, obtida por Oliveira meses antes do crime.
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Por fim, foi encontrada na memória de um dos telefones de Oliveira uma fotografia tirada três dias antes do ataque de um outdoor falando sobre a visita de Bolsonaro à Juíz de Fora, confirmando o que Oliveira disse, em depoimento à Polícia Federal, que havia decidido realizar o atentado três dias antes.
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Essas são as conclusões da PF que descarta depósitos suspeitos na conta do agressor de Bolsonaro e reforça a versão de que atuou sozinho.
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A investigação sobre o caso foi dividida em dois inquéritos, o primeiro deles, com todas as observações até aqui citadas, deverá ser finalizado até a próxima sexta-feira (28), segundo informações da Folha de S.Paulo.
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O jornal também destaca que a PF investigou todas as pessoas apontadas nas redes sociais como supostas comparsas do ataque, descartando todas as informações, inclusive inocentado uma mulher perseguida pela acusação, após ser marcada nas redes sociais, e que procurou a PF para obter proteção.
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Também na próxima sexta, será aberto como desdobramento das investigações um novo inquérito, desta vez para investigar supostos mandantes ou pessoas que poderiam ter instigado o crime. Ainda, segundo a Folha, a PF adotou essa divisão para ter mais tempo.
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“Não há como esgotar toda a análise de conteúdo num prazo de 30 dias. Obtivemos uma farta informação em computadores, mensagens de aplicativos, telefones. Tudo isso requer uma análise mais acurada. Com o outro inquérito, vamos poder investigar sem estarmos premidos pelo prazo do inquérito inicial”, disse em entrevista à Folha o presidente do inquérito e também delegado regional de Combate ao Crime Organizado da PF de Minas Gerais, Rodrigo Morais.
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Além dos celulares e do computador quebrado, a PF apreendeu cinco discos rígidos de uma lan house frequentada por Oliveira.
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Morais ressalta que estão apurando diversas informações, incluindo teorias conspiratórias que circulam na internet. “Algumas são esdrúxulas e não merecem nem consideração. Outras vamos olhar com mais atenção”.
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